Poluição em tempos de pandemia

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Estudos mostram que a qualidade do ar pode influenciar o risco de morte pelo coronavírus

Os problemas gerados pela má qualidade do ar que respiramos não são nenhuma novidade. Segundo a ONU, mais de 7 milhões de pessoas morrem anualmente por complicações decorridas da poluição atmosférica. No Brasil, o Ministério da Saúde apontou um aumento de 14% nos óbitos durante a última década.

A questão, porém, se torna ainda mais grave no contexto do coronavírus, com estudos indicando uma relação direta entre a poluição e o aumento no risco de morte pela doença. Um estudo realizado pela Universidade Martin Luther Halle-Wittenberg mostrou que em países com altos índices de óbitos, como Itália, Espanha e França, 78% dos casos ocorreram nas cinco áreas onde os índices de poluição são maiores. Segundo o relatório, essas regiões apresentam grandes concentrações de dióxido de nitrogênio (NO2), um poluente nocivo para os sistemas respiratórios humanos.

Como se sabe, problemas respiratórios são algumas das mais graves complicações ocasionadas pelo coronavírus, daí a sua relação direta com interferências no ar. Uma outra análise divulgada pela Universidade de Harvard mostrou que, nos 3.080 municípios dos EUA analisados, um pequeno aumento na exposição à poluição do ar poderia ter um efeito significativo na gravidade dos sintomas da COVID-19.

Se há, porém, uma notícia positiva em meio à pandemia, é a de que a poluição anda reduzindo com as medidas de isolamento social. Com as ruas vazias, carros parados nas garagens, o tráfego marítimo praticamente interrompido e a queda drástica no número de viagens aéreas, a natureza parece respirar aliviada depois muito tempo.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial – OMM, podemos esperar uma queda de até 6% nas emissões globais de C02 durante o ano. Em cidades como São Paulo, imagens de satélite também mostram uma redução drástica na poluição quando comparada com 2019. Ambientalistas até provaram que a ausência de barcos tem reduzido a poluição sonora nos oceanos, influenciando a vida de animais como as baleias.

As emissões globais de carbono da indústria de combustíveis fósseis também podem cair para um recorde de 2,5 bilhões de toneladas este ano, uma redução de 5% que representaria a maior queda na demanda por combustíveis fósseis já registrada na história. A notícia vem em boa hora: dados da ONU apontam que a poluição do ar devido ao uso de combustíveis fósseis para energia doméstica causou 4,3 milhões de mortes em 2012, sendo 60% das vítimas mulheres e meninas. Eles também são os maiores emissores de gases de efeito estufa, representando 60% do montante.

A Bright Cities sabe que as cidades possuem um papel fundamental na preservação do ambiente e no incentivo de modelos energéticos mais limpos e sustentáveis. Seja priorizando modais de transporte mais limpos, como a bicicleta, investindo em tecnologias renováveis ou realizando campanhas de racionamento, nossa plataforma consegue diagnosticar a eficiência dos serviços públicos e encontrar as melhores soluções para resolvê-los.

Realizamos isso a partir de 160 indicadores internacionais, alguns deles diretamente relacionados à poluição do ar, como a “Concentração de Matéria Particulada Fina (PM2.5)” e as “Emissões de gases de efeito estufa medidas em toneladas per capita”. Outros também estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, entre eles o ODS 7 – Energia Acessível e Limpa, que tem como missão “assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos”.

Em nosso mais recente estudo sobre a qualidade de ar nas cidades, identificamos que apenas 134 municípios no Brasil possuem essa mensuração, onde estão distribuídas 394 estações de monitoramento da qualidade do ar que disponibilizam a informação de forma aberta. São elas:

Os resultados provam como é necessário tomar medidas mais eficazes para melhorar a qualidade do ar em nossas cidades, especialmente em um momento de pandemia como o atual. Além de conseguir coletar e diagnosticar informações sobre a poluição atmosférica, nossa plataforma é também especialista em mapear iniciativas positivas para as cidades, com um database que inclui mais de 1000 soluções inteligentes para smart cities.

Muitas delas oferecem ações concretas para reduzir as emissões poluentes, como o CityTree, o primeiro filtro de biotecnologia do mundo capaz de melhorar a qualidade do ar. Em uma estrutura de 4 metros de altura, 3 metros de largura e 0,6 metros de profundidade, o painel combina culturas específicas de musgo com plantas vasculares que comem material particulado (PM), dióxido de nitrogênio e ozônio – e por isso tem o mesmo efeito que até 275 árvores urbanas. Ele pode ser instalado em qualquer lugar da cidade e é ideal para coletar dados ambientais e climáticos.

Quer descobrir mais iniciativas que podem ajudar a sua cidade a mitigar os efeitos do coronavírus? A Bright Cities disponibilizou online e gratuitamente diversas dessas soluções inteligentes, muitas delas sem custos, para serem facilmente acessadas e implementadas por prefeitos e gestores públicos. Para conhecê-las, acesse o nosso database de soluções inteligentes e digite por “CORONAVIRUS” no campo de busca.

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