Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10 – Redução das Desigualdades

Reduzir as desigualdades dentro e entre países é o décimo objetivo da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

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O mundo é mais desigual hoje do que em qualquer momento da história desde 1940“. É assim que a ONU, a Organização das Nações Unidas, mostra como ainda estamos longe de garantir uma vida digna à toda a população mundial. Segundo a instituição internacional, a disparidade de renda e a concentração de riquezas não só parece ter aumentado nas últimas décadas, como tem provocado efeitos devastadores no desenvolvimento das cidades.

Não é difícil perceber como essas desigualdades afetam a malha urbana. Afinal, além da diferença de renda, precisamos lembrar que não são todos os que têm acesso à moradias dignas, infraestrutura, serviços básicos de saúde, saneamento ou oportunidades de trabalho. Há ainda aqueles que não possuem a oportunidade de participar das decisões públicas ou que sofrem algum tipo de discriminação social, seja por deficiência, gênero, raça, religião, entre outros.

Segundo a Oxfam, organização que reúne 19 entidades filantrópicas na luta contra pobreza, pouco mais de duas mil pessoas no mundo, os bilionários, têm uma riqueza equivalente a 60% da população mundial. Se considerarmos a parcela 1% mais rica do mundo, suas posses representam o dobro da renda de outras 6,9 bilhões de pessoas. As diferenças não param por aí: ainda segundo o relatório, as mulheres fazem mais de 75% de todo trabalho de cuidado não remunerado do mundo.

Com números tão desanimadores, haveria uma saída para reverter esse cenário? Essa é, justamente, a missão da ONU. Incluído como décimo objetivo da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o ODS 10 – Redução das Desigualdades tem como missão “reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles“. Na visão da instituição, cumprir uma meta tão ambiciosa é possível, mas requer uma ação que se debruce tanto na erradicação da pobreza quanto na das desigualdades sociais e no combate à discriminação.

Especialista em cidades inteligentes, a Bright Cities apóia a estratégia. Entendemos que, para erradicar um problema tão complexo, precisamos de ações que envolvam os mais diferentes aspectos de uma cidade, como econômicos, de saúde, educação e governança. Daí a importância de governos municipais oferecerem e garantirem à todos os seus cidadãos o acesso à serviços e oportunidades que proporcionem uma melhor qualidade de vida.

A boa notícia é que nossa plataforma ajuda cidades de qualquer escala ou nacionalidade a chegarem lá: com diagnósticos precisos e soluções inovadoras, fazemos com que elas se tornem cada vez mais inteligentes! Nossa tecnologia disruptiva consegue avaliar os níveis de desigualdade de um município analisando dez áreas de gestão urbana: Governança, Educação, Saúde, Urbanismo, Meio Ambiente, Segurança, Mobilidade, Empreendedorismo e Tecnologia e Inovação.

Cada uma delas contribuir e tornar uma cidade mais inclusiva. Podemos pensar, por exemplo, no papel da Educação, e em como é dever do município oferecer um bom sistema de ensino a crianças e adultos, previsto no ODS 4 – Educação de qualidade. Com maior instrução, a população poderá ter melhores oportunidades de trabalho, aumentar sua renda e contribuir com a economia local. O mesmo vale para o Empreendedorismo e Tecnologia. Se uma cidade consegue criar um contexto propício para investimentos e novos negócios, como diz o ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico, a demanda por empregos pode aumentar e mais pessoas terão renda garantida.

Como último exemplo, podemos pensar até mesmo no Meio Ambiente e no Urbanismo. Nas cidades com uma ocupação do território mais ordenada e igualitária, e que incluem esgotos e lixos adequadamente tratados, de acordo com o ODS 6 – Água Potável e Saneamento, podemos esperar recursos naturais mais preservados, moradias com acesso a serviços básicos e uma menor recorrência de doenças e contaminações.

Utilizando 160 indicadores internacionais, nossa plataforma analisa as informações obtidas de cada uma dessas dez áreas urbanas para identificar quais delas devem ser melhoradas e quais soluções e tecnologias podem aperfeiçoar a gestão da cidade da maneira mais eficiente. Acreditamos que a coleta e o uso de dados é a forma mais segura e precisa para mapear tais desigualdades e tomar decisões públicas eficientes para combatê-las. Listamos abaixo alguns desses indicadores e contamos porque essas são uma importante ferramenta para que gestores possam identificar, avaliar e melhorar as condições urbanas em direção ao ODS 10:

  • Indicador “Porcentagem da população em idade escolar matriculada na escola”: indica a parcela da população que está tendo acesso à educação, como mencionado pela meta 10.2 do ODS 2: “Até 2030, empoderar e promover a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente da idade, gênero, deficiência, raça, etnia, origem, religião, condição econômica ou outra“;
  • Indicador “Porcentagem da população vivendo em favelas”: com os números obtidos, é possível que a cidade identifique a proporção de pessoas vivendo em moradias irregulares, como mencionado pela meta 10.2 do ODS 2: “Até 2030, empoderar e promover a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente da idade, gênero, deficiência, raça, etnia, origem, religião, condição econômica ou outra“;
  • Indicador “Percentual de mulheres empregadas no governo da cidade”: indica a proporção de mulheres que ocupam cargos políticos em determinada cidade, assim revelando a representatividade e a participação do gênero nas questões urbanas. Os dados estão alinhados com a meta 10.3 do ODS 10: “Garantir a igualdade de oportunidades e reduzir as desigualdades de resultados, inclusive por meio da eliminação de leis, políticas e práticas discriminatórias e da promoção de legislação, políticas e ações adequadas a este respeito“;

Entendendo a urgência, a escala e o orçamento que os gestores públicos têm em mãos, a plataforma Bright Cities identifica as áreas que precisam de melhoria e mapeia soluções inteligentes para reduzir as desigualdades sócio-econômicas encontradas. Hoje, possuímos o maior database do mundo em soluções inteligentes e boas práticas urbanas, com mais de 1.000 iniciativas cadastradas. Nosso banco de dados é constantemente atualizado e nunca para de crescer, sempre incluindo soluções recomendadas por nós após um completo processo de validação.

Uma dessas soluções é a MORADIGNA, iniciativa brasileira que implementa reformas em casas de famílias das classes C e D e que vivem em habitações insalubres. Por meio de um pacote chamado Reforma Express, que inclui material, mão de obra, projeto e execução, a empresa realiza obras baratas, rápidas (duram cerca de cinco dias) e com garantia de até um ano para pessoas de baixa renda.

Soluções inteligentes como essa são fundamentais para promover as transformações que nossas cidades tanto precisam. No que se refere à desigualdade, a ONU afirma que a diferença de renda aumentou em 11% em países em desenvolvimento entre 1990 e 2010. Os números também mostram que até 30% da desigualdade de renda é devida à desigualdade nas famílias, inclusive entre mulheres e homens: as mulheres têm mais probabilidade do que os homens de viver com apenas 50% da renda média.

De acordo com o mais recente estudo divulgado pela ONU, enquanto campanhas sociais contra a pobreza foram ampliadas nos últimos anos, os números ainda mostram um longo caminho pela frente:

  • Em 2016, 1% da população mundial representava 22% de toda a renda do mundo. Enquanto isso, 50% da população mundial representa apenas 10% da riqueza global;
  • É estimado que 1% da população mundial mais rica representará 39% da renda até 2050;
  • Atualmente, apenas 45% da população global é efetivamente coberta por pelo menos um benefício de proteção social;
  • As mulheres gastam, em média, duas vezes mais tempo em tarefas domésticas não remuneradas do que os homens;
  • As mulheres têm igual acesso à serviços financeiros que homens em apenas 60% dos países avaliados. Elas possuem a propriedade da terra em apenas 42% dos países avaliados.
Fonte: ONU

Ainda segundo a ONU, o Brasil é apontado como o 2ª maior país em concentração de renda do mundo, atrás apenas do Catar. Por aqui, o 1% mais rico concentra 28,3% da renda total do país, ou seja, quase um terço da renda está nas mãos dos mais ricos. Também estamos perdendo posições nos índices sócio-econômicos: pulamos este ano de 78ª para a  79ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

No contexto do coronavírus, a situação se agrava: a doença não só aprofundou as desigualdades existentes, atingindo principalmente as comunidades mais pobres e vulneráveis, como deixou claro como as políticas sociais ao redor do mundo são frágeis para suportar a crise. No mundo todo, devemos em breve chegar a 1 bilhão de pessoas vivendo em favelas adensadas ou assentamentos irregulares com altos riscos de contaminação. Refugiados e migrantes, assim como povos indígenas, idosos, pessoas com deficiência e crianças correm o risco de serem os mais atingidos.

No plano econômico, a pandemia aumentou significativamente o desemprego global e reduziu a renda de muitas famílias, que voltaram à situação de pobreza. Segundo o Banco Mundial, 49 milhões de pessoas podem entrar em quadro de pobreza extrema em 2020. Previsões feitas por economistas da Fundação Getúlio Vargas estimam que, até o fim do ano, o Brasil pode chegar a ter 17,8% de seus trabalhadores desempregados – o mais alto índice desde o início da série histórica, em 1981. 

Para a ONU, a tecnologia é um caminho para reduzir as desigualdades durante e após a pandemia. A automação e digitalização do mundo podem não só permitir que muitos funcionários melhorem sua produtividade, como também promover o surgimento de novas atividades no mercado de trabalho. É preciso, porém, que a população tenha acesso e domine essas inovações – daí a importância da educação e de investimentos em infraestrutura para garantir o acesso a essas tecnologias digitais.

Podemos também mencionar o abastecimento de água e saneamento, projetos de habitação de interesse social, a coleta de lixo, a criação de creches e escolas públicas e os projetos de assistência social, entre muitos outros, como serviços capazes de reduzir as desigualdades. Com tantas demandas, não é difícil perceber que o foco na igualdade depende de uma ação conjunta de todo um município e suas secretarias.

Na plataforma Bright Cities, todos os dados são coletados e reunidos em um só lugar para criar uma maneira unificada de visualização e acesso. Dessa forma, potencializamos o trabalho de gestão municipal ao colocar à disposição um conteúdo até então inacessível, com design atrativo e que consolida resultados de anos de pesquisa. Além dos dados serem atualizados constantemente, mostrando o progresso de cada indicador, os próprios representantes municipais também podem ter acesso à plataforma, assim mensurando o impacto de cada uma das soluções a longo prazo.

Expert em cidades inteligentes, a Bright Cities segue comprometida em ajudar gestores, empreendedores e instituições a reconhecerem sua parcela de responsabilidade e adotarem ações concretas em direção às metas dos ODS. Conheça nossa plataforma e saiba como sua cidade pode ser tornar mais inteligente e atingir os objetivos da Agenda 2030.

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